domingo, 8 de abril de 2012

Porto - Eduardo Júlio

Porto

"Diante da eternidade deste cais

O silêncio é sobra do abandono


A ausência tem cor azul e dói

Como se não fosse céu

Aquele mar que pretendíamos


O próximo silêncio parece leve

Mas por instantes

Cala uma cumplicidade."


(Poema do livro de poesia Alguma Trilha Além, Edição Secma, 2006, reproduzido em Suplemento Cultural & Literário JP Guesa Errante Anuário, São Luis (MA), n.7, 2009).

Eduardo Júlio, maranhense, poeta e jornalista, nos fala do silêncio que dói em nossos corações, um porto abandonado, sonhos partidos, cais de eternas partidas, amores compartidos, cúmplices...
Por F@bio